22/02/2016

Papo de Amiga: O garoto do sorriso matador - Parte 2


Olhei mais uma vez pra fotografia que havia tirado e novamente pra ele, por um momento eu esqueci de tudo que havia a minha volta e fixei meus olhos nele. Em um momento todo o grupo dele percebeu que eu estava olhando e olharam pra mim, ele foi o último a notar para onde os olhos de seus amigos estavam direcionados, até que ele olhou e (juro pela minha vida que a certeza se confirmou) ficamos assim, um olhando dentro da alma do outro, por uns cinco segundos. Até que a Carol chegou desesperada e quebrou todo aquele momento. 

- Garota, você é louca? Como você some assim? - Oi? O que você falou? - Falei distraída. - Já estamos indo, vamos! 

Fui, ainda atordoada sem saber o que estava acontecendo. Pensei durante todo o caminho que estava inventando fantasias. Cheguei em casa, tomei um banho e resolvi descarregar as fotos pro notebook. Passei pela do sorveteiro, da menininha até que cheguei na dele. Daquele desconhecido que tinha o sorriso matador. "Quem seria ele? Qual o seu nome? O que fazia? O que ele sentiu quando ficamos nos olhando? E, ficamos nos olhando mesmo?" pensamentos assim não saíam da minha cabeça. 

Adormeci pensando nele. Naquele menino alto, magro, de pele branca, cabelo preto e com os fios da barba aparecendo. Ah, aquele menino era lindo!

Acordei cedo porque tinha que resolver umas coisas na faculdade antes de findar-se o semestre (faltavam apenas duas semanas) e eu estava ansiosa para visitar os meus pais. Levantei, tomei café e sai bem rápido de casa. Entrei em um ônibus para ir a faculdade, e pode até parecer livro de romance ou um texto escrito por alguma blogueira, mas eu o vi, de novo, eu vi aquele menino que eu não sabia quem era, mas que estava fazendo com que eu flutuasse toda vez que pensava no seu sorriso. Eu já havia entrado na Universidade, quando o vi sai correndo para fora, mas infelizmente o perdi de vista e fiquei pensando que poderia ter confundido com outra pessoa. 

Resolvi tudo que estava faltando e resolvi passar no shopping para comprar uns presentes, pois viajaria dali a dois dias. Mesmo que eu estivesse pensando muito no garoto do sorriso matador, não poderia deixar que aquele desconhecido mexesse tanto comigo. Passei em vária lojas e fui pra casa. Fiz o que tinha que fazer e deitei com aquela foto na mão (eu já havia revelado). Até que me deu vontade de ir na rua dar uma volta e o primeiro lugar que veio na minha cabeça foi o lugar do evento, aproveitei para levar um dinheiro a mais, vai que houvesse algum morador de rua precisando de algo pra comer. 

Vesti uma roupa leve, peguei um táxi e fui. Eram exatamente 20h00 quando cheguei lá e fui direto para o lugar onde eu tinha visto ele e o grupo de amigos, no meio do caminho vi uma criança sozinha sentada em um banquinho, me aproximei dela e perguntei pelos seus pais, ela disse que não tinha pais e se eu poderia dar comida a ela, paguei um lanche e disse para que procurasse uma delegacia, que eles dariam comida e a levariam um abrigo.

Durante todo esse desfecho com a criança aconteceu uma coisa que eu não percebi, pessoas me observavam. As mesmas pessoas que faziam parte do grupo de amigos dele naquele dia, mas ele não estava ali. Olhei-os rapidamente e me aproximei do vendedor de sorvete que estava ali novamente.
  - Oi, o senhor lembra de mim? Eu estava aqui... - Comecei falando até que fui interrompida pelo vendedor. 
- Claro que sim, você é a menina da foto. E cadê minha foto sua enroladinho? - Brincou ele. 
- Para sua sorte está aqui comigo. - Entreguei e quando me despedi e ia saindo. 
- Eu também tenho uma coisa pra você mocinha. 
- Se for sorvete, eu to de dieta - Falei rindo.
 - Não, não é. É uma carta de um menino, ele pediu pra eu te entregar logo depois que você foi embora ontem. 
- Um menino? 
- Sim, um que tava com aquele pessoal ali. - Se direcionou para o grupo de amigos do desconhecidos e me entregou a carta. 
- Obrigada. Boa noite, senhor! 
- Boa noite, moça! 

Não sabia se sorria ou se ficava com medo do que poderia encontrar naquela carta/bilhete. Pois sabia que mesmo que o destino tivesse escolhido por mim, ele poderia estar zoando com minha cara, como sempre fazia. O destino ama brincar com as pessoas, principalmente de fazer o coração delas de peteca.

Leu a primeira parte? O que está achando da história? Tem parte três.

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4 comentários:

  1. Correndo pra ir ler a parte 1 para entender melhor, beijos

    http://www.ritinhaangel.com.br/

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  2. Jessica ameeeei o blog parabéns,principalmente o papo de amiga.
    Já coloquei na minha lista de blogs favoritos.
    um beijos.

    http://blogcoquefeminino.blogspot.com.br/

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